Crenças de Caracol, em quadradinhos

Quem não as tem?

Chega uma altura na vida que questiona-se tudo que aprendemos. E não estou a falar da adolescência. Mas da crise de meia idade, ou dos trinta ou sempre que se olha á nossa volta e o que vemos não é bem o que queremos.

Isto acontece porque toma-se como certo um conjunto de ideias, formas de viver, que na realidade dizem mais sobre quem nos criou e não aquilo que acreditamos . Normalmente não duvidamos desses modos de pensar, julgar, viver. é necessário uma interrupção daquilo que se conhece como normal para questionar a verdade destas premissas. E foi a pensar nesta questão que me inspirei para a história que apresento em banda desenhada ( quadradinhos).

Espero que te tenha colocado a pelo menos a pensar.

Agora diz-me que acreditáres tens que impedem chegar onde queres?
Até para semana!

Nota: acreditáres é uma palavra inventada por falta de existir palavra portuguesa que se relacione com os valores que nos são ensinados na infância e que nos gerem as decisões.

Tendo Edwina Dumm como mentora


E que fui eu fazer?!Eu e as minhas ideias…! Como já puderam perceber com a falta de post no sábado passado a coisa não correu de um modo pacifico.
Inicialmente imaginei…isto na semana faz-se!
E lá fui eu inventar uma história pequena, que tinha cerca de 15a 16 painéis bem ao estilo da Edwina, mas depois de vinte e quatro horas olhei para a história, personagens, ambientes, e tempo!AHHHHHH!

E reconsiderei…. estava a ter mais olhos que barriga. Por isso em, recomecei e fiz nova história.

Esta procurando manter nos seis a dez painéis.
Quando iniciei era suposto ter só três paineis. Percebi que seria complicado fazer passar a história só com três painéis. Resolvi colocar mais um, e depois outro ….Ainda não dava para contar a história. Adicionei um e outro. No final terminei com nove!
Nada mal!

Mãos ao trabalho! Os esboços iniciais ficaram feito , vamos aos segundos. Demorou mais tempo que esperado.
E o sábado chegou! E só dois painéis estavam concluídos…Falhei o prazo é verdade.
Ainda são necessárias umas afinações de tempo…
E com estas voltas todas, cheguei à conclusão que uma pagina desta leva cerca de quatro dias completos para ficar concluída.
Então ai está a minha versão com o cão da Edwina.Dei-lhe o nome da ultima versão, Sinbad.

Que achas-te? Já conhecias a Edwina Dumm? E o sei cão de vários nomes? Encontras informaçõ da sua história aqui.

Por hoje é tudo! Até ao próximo post!

Edwina Dumm Cartoonista de um século

1893 – Nasce em Ohio.
Aprende ilustração com o curso de ilustração da Landon School of illustrating and cartooning
1915 – inicia-se no Jornal Daily Monitor para realizar caricaturas politicas


1918 – Sai o primeiro seu comic que foi um sucesso constante durante toda a sua carreira, Cap Stubbs and Tippie

1919 a 1960 – Desde 1918 o sucesso de Tippie é crescente o de Cap Stubbs nem tanto. O Tippie passa a ser o personagem principal.

1960 -Neste ano é publicado um livro dedicado a Tippie mas com o nome de Sinbad.
O seu comic torna-se presença habitual nas revistas como a Life e London Tatler

1931 a 1969 – não achei o registo da publicação do livro, mas devido a existir várias edições parece-me que é publicado desde 1931. E teve algumas modificações nas ilustrações também feito pela Edwina em publicações posteriores. Livro de poesia do seu irmão.

1966 – Reformou-se com 73 anos, mas continuou a pintar e a desenhar. Tinha como passatempo ir desenhar pessoas no metro ou em cafés que frequentava.

1978 – É a primeira mulher a receber o prémio Gold Key Award da (Sociedade Nacional de Cartoonistas) National Cartoonists Society.

Morre aos 97 anos em abril de 1990

Edwina Dumm é uma verdadeira inspiração. Por isso vou dar mais um bocadinho de tempo a ela. E vou inspirar-me no seu trabalho para…no próximo sábado eu exponho o resultado da inspiração.
Sim já é tarde …por isso nada mais por hoje digo. ..e tem uma boa semana!


fonte da informação:

Edwina Dumm: Digital Exhibit | Biography (osu.edu)

Edwina Dumm – Lambiek Comiclopedia

Marie Duval, a Ilustradora vitoriana

Marie Duval chamava-se na verdade Isabelle Émilie de Tessier e foi uma ilustradora cartoonista que viveu De 1847 a 1890. Fez trabalhos para revistas de comics da época. As histórias com o personagem Ally Slopper tiveram tanto sucesso entre o publico que criaram uma revista só com as suas aventuras.
Isabelle Tessier também foi atriz e autora do livro ,Queens and Kings and Other Things (1874), imagem á direita, com o pseudónimo The Princess Hesse Schwartzbourg.

Após ter casado continuou o seu trabalho de ilustração, com o seu marido , Charles Henry Ross. Este ultimo depressa abandonou a ilustração, ficando a mesma a cargo da Isabelle Tessier. No entanto é dado como criação de ambos o personagem, Ally Slopper, uma caricatura vitoriana. Para além dessenhar o Ally Slopper, Tessier fez ilustrações também paginas completas para revistas e desenhou outros comics.
Tessier morreu 1890 e Ross em 1897.
Ally Slopper, sobreviveu mais uns anos que os seus criadores
Foi ilustrado por William Baxter(1884), W. Fletcher Thomas(1890), C.H. Chapman(1916).

Desta vez eu em vez de pesquisar imagens, preferi refazer um dos Ally Slopper. Mas depois feita a investigação mais pormenorizada, desconfio fortemente que a versão que fiz não é de Marie Duval mas sim a versão dos ilustradores William Baxter ou do W. Fletcher Thomas.Esta mania de não assinarem dá nisto!
Por aqui o frio continua apertar. Por isso despeço-me antes que congele.BRRR Volto no sábado se não for antes!
Fica bem! E agasalha-te!

Fonte da informação e imagens: Wikipedia, Abebooks, pinterest

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