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Três coisas que um disléxico deve ser

Eu passei metade da semana a pensar se devia falar ou não deste assunto. Não podemos mentir que se vive numa sociedade monopolizada pelo ego e tudo que se identifica como diferente é colocado, respetivamente “no lugar” de preferência longe.

Isto tudo para dizer o que um comum dos mortais mais atentos já descobriu, desde do momento que colocou a vista num dos meus textos. Sou disléxica!
E como tudo na natureza é feito de várias tonalidades, as dislexias não são diferentes e têm imensos tons. Uns são mais complexos e afetam a escrita a leitura ou mesmo o entendimento de textos e ou conceitos matemáticos, podendo uma só pessoa ter todas estas dificuldades, mas nunca a perceção ou o conhecimento. Outras dislexias são mais suaves, e manifestam-se com erros e troca mas de algumas letras ou palavras e dificuldade na leitura de textos ou de certas palavras, Os “tons” agravam-se quando se está nervoso ou mais perturbado.
Eu fui bafejada mais para o lado do segundo tom mencionado.

Mas a pessoa dislexica passa por situações que a afetam e estrangulam fontes mais criativas e ricas que possa ter na sua vida. E estas são as coisas que como disléxica mais me afetaram e as estratégias que arranjei para as superar.

Ser corrigido constantemente por muita gente.
Esta foi perseguindo desde que me lembro ser gente. É extremamente intimidante para a expressão pessoal. Gera sentimentos de inferioridade e de revolta para com os outros. Como ultrapassei ?
Foi quando percebi que não era bem o que eu dizia que corrigiam, era a sua mente constantemente critica e punitiva que resulta numa visão pequena e rígida sua existência. Porque informar alguém que errou ao dizer uma palavra, é poder apanha-la em flagrante delito no erro, Acção que deixa qualquer ego cheio que nem um sapo.
Não têm intenção de ajudar e o desrespeito que mostram denuncia quem são.
No momento que percebi que o que acção demonstrava, passei a questionar-lhes sobre essa necessidade da palavra exata. Ou se sentiam melhor consigo mesmo depois de expor um erro de outra pessoa, e o que isso demonstra. Nunca referi que era causa de dislexia.
Porque é sempre bom ajudar os outros e falar de mim não é modo de ajudar outros.

Parar de escrever
Talvez devido á dislexia que tenho a minha relação com as palavras nunca foi normal. Isto é nunca foram meramente palavras contendo informação. E na minha juventude explorar todos os sentidos que as palavras me davam, em poemas e histórias que ficaram espalhadas por cadernos de escola e sem ser de escola. Mas apesar deste todo interesse as minhas sentidas dificuldades faziam que escrevesse ás escondidas,
Na azafama dos dias da escola para a universidade, fui deixando de escrever o que queria escrever, Por fim só escrevia os textos estritamente necessários. A dificuldade aumentou os meus medos. Os medos o nervosismo e o nervosismo. Sim, acertas-te! Os erros. Como hoje costumo dizer -Ataque da Dislexia!
Foi necessária um acordar emocional doloroso para colocar-me de novo a escrever, mas novamente escondia o que escrevia. Se hoje escrevo neste blogue e outros textos a um amigo o devo, Antero Duarte. Tinha que o referir a ele devo as primeiras correções e inspirações para continuar e começar a divulgar.
Escusado de dizer que quando recomecei estava péssima. Hoje ainda não estou muito bem, mas já sinto o conforto que o texto me trás e é pouca a ansiedade que me dá.

O voltar a escrever.
Escrever passou a ser um modo de limar diariamente as arestas da dislexia. Ela não deixa de existir e não deixa de surgir quando menos eu espero. Mas como tenho uma maior frequência do uso das palavras frases e de edição, mais depressa apanho os deslizes que a mesma me causa.
É como tudo na mente, o que é usado aumenta em informação e em eficácia.

Medo, o inimigo constante
O medo é uma emoção que rapidamente aprendemos enquanto pequenos. E estou aqui a falar de medos emocionais, e não os que colocam a vida em risco.
Esses, os medos emocionais que acabam por ser os condutores das decisões que fazemos na vida. Um exemplo disso, foi o medo de expor o que escrevia a críticos. E com isso não explorei um dos meus lados criativos. Para passar o medo do ridículo daquilo que escrevia, tive que olhar várias vezes o ridículo nos olhos e o medo do mesmo também só assim o minimizei. Com isto descobri que muitos dos medos são mesmo os elementos de inspiração para uma vida melhor. Porque o outro lado do medo é libertador. É a ousadia nunca antes tentada e temida por outros.

Medo é o melhor mestre
A dislexia é geradora de vários medos causados pelo desconhecimento e incompreensão de outras pessoas que rodeiam a pessoa. Mas com os anos de vida percebemos que aceitar como somos é a melhor forma de bloquear essas almas pouco iluminadas. E as almas com falta de luz nada podemos fazer, é sua a escolha de serem como são.
Outro elemento que nos ajuda é saber que o conhecimento na mente humana faz-se com saber.
Esta ultima refiro a minha experiencia em desenho que também teve um hiato de uns anos sendo retomada em 2012 . Depois desse ano tenho exercitado diariamente. Em baixo verifica a evolução do conhecimento. Por isso o que queiras fazer e tens medo. Faz! e adiciona-lhe tempo e resiliência e conhecimento.

E estas são as minhas guias mestras para que uma disléxica como a melhor amiga.


Como mudei o meu mindset

Habitualmente enquanto desenho ou pinto ou faço o layout de uma pagina, oiço livros. Normalmente com temas relacionados com a mente humana. por isso quando li como titulo “mindset” achei que era uma escolha apropriada.
Coloquei o livro a tocar enquanto uma das paginas do livro Inktubro. Qual não é o meu espanto quando oiço o conteúdo do livro mindset.

Espanto! Porquê?
Desde que iniciei esta jornada da ilustração, enterrei muito passado e uma delas foi o modo de pensar.
E como pensava eu?
O que tinham me ensinado desde que nasci. A criticar, culpar, não discutir. Receava tomar posições que fossem estremas ou que ficasse em destaque, Assumir culpas que não eram minhas e a culpar coisas que não eram de outros mas minhas. Receava errar, e era extremamente critica com os outros e muito mais comigo. É difícil perceber que estamos errados se não conhecemos mais nenhum horizonte de observação.
Assim foram-se quarenta anos da minha vida. Acreditando que era um erro. E que outras coisas boas pertenciam a outros não a mim. E este ainda é o mindset mais divulgado por todo o lado .

O ego

A brecha no Ego
Após do meu burn out, percebi que tudo o que tinha acreditado como verdade era na rrealidade mentira, melhor dizendo um ponto de vista uma verdade alheia que não tinha que ser a minha.
E com esta insegura certeza, decidi criar um novo mindset. Um que desse respostas e que trouxe-se ajuda nos tempo difíceis.
Aprendi a apreciar o erro. Assumir a culpa mas só as minhas. As dos outros é com eles não tenho nada a ver com isso. Passei a não ser critica , não sou juiz para andar por ai a julgar e com isso passei a ser mais compreensiva. E quando tem que existir critica deixa de ser punitiva e passa a ser uma ferramenta de aprendizagem.
Reaprendi que aprender é feito por camadas e não de uma só vez.

O Livro
Olhava espantada para o som que saia do video, e se referiam ao meu antigo mindset como minset rígido e os males que trás para a saúde e bem estar. O ao novo mindset como mindset crescente, que agora diariamente procurava executar , e como ele é promotor para resolução de situações dificeis. O livro que tenho estado a referir é este. Em Inglês( Mindset – The New Psychology of Success by Carol S. Dweck) em português, Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso. de Carol S. Dweck

A fonte de inspiração
Como eu gostaria ter lido este livro em 2006 quando saiu. Que modificações nas escolhas teria tido? Será que teria tido burn out? Atravessado anos de stress emocional? E depois, mais uma questão se levanta.
Sabem os jovens deste livro, e o quanto os pode ajudar?
O que não daria o ter nos meus 20 anos.
Essa é outra razão deste post de hoje. Numa altura que tanto se fala de gestão emocional, poucas são as ferramentas mentais divulgadas para essa gestão. Este livro é, a meu ver, um canivete suíço para a gestão das emoções e do método de aprender ensinando o mindset de crescimento.
Para quê e porquê, manter um mindset rígido? Quando já se sabe que com o tempo, o utilizador de um mindset destes, termina em doença no Ego ( esta ultima é minha ideia e é o como considero ser o narcisismo ou a depressão e todas as outras doenças da psique que envolvem a emoção, medo).

Depois de refletir sobre todo este assunto, não fosse eu uma introvertida, Inspirei-me e dei comigo a criar um personagem…advinha! Quem? O Ego.

Ventos de Mudança

Ventos de Mudança

Na vida a única constante é a constante mudança.
É uma característica que temos tendência para achar que não é verdade, Mas como tempo percebemos quando tem de verdade a constante mudança de tudo.

Notamos mais a inconstância quando são situações que alteram e obrigam a novas aprendizagem e hábitos.

Foi o que aconteceu esta semana com meu pc que estava comigo e me acompanhou durante estes últimos 15 anos. 
Depois do choque inicial decidi investir o meu tempo na prática de uma nova software num outro equipamento é o que faz mexer nestes bichos à mais de 23 anos!!CREDO!
Não é dramático o assunto fica calma! é só uma reflexão e constatação da permanente inconstância.

Estas supressas, de ferramentas que deixam de funcionar, acontece, mas desta vez deixaram-me desprevenida e o livro que estava bem encaminhado…Regressou ao inicio.

Por isso a semana vai ser com uma postagem mais orgânica e fotográfica.

Espero por ti por aqui no próximo domingo. Até prá semana! 

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